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17 setembro, 2007

Turista acidental

Daqui a precisamente quatro horas, José Sócrates vai fazer a habitual corrida matinal nas suas deslocações oficiais ao estrangeiro. Depois de ter feito o mesmo em Luanda, Rio de Janeiro, Pequim e Moscovo, agora vai conhecer, em passo de corrida, os jardins e memoriais de Washington. Os turistas japoneses dão a volta ao mundo escondidos atrás de uma lente de máquina de fotografar ou de filmar, outros há que galgam cidades para coleccionar as camisas do Rock Café, as moedas locais ou as idiotas camisas da irmã que foi a qualquer lado e só consegiu arranhou uma t-shirt manhosa. José Sócrates, que tem a sorte de se cruzar sempre “espontaneamente” com um batalhão de jornalistas nestas suas deambulações matinais pelas principais praças do mundo, colecciona postais ilustrados de vigor e frescura física para português ver. Um dia alguém lhe há de explicar que, esgotado o efeito novidade, só resta o provincianismo parolo e a sensação de que tudo isto é tão plástico como a contratação de figurantes para encher as salas de aula para a propaganda do Governo. Resta saber se, no meio dos flashs das máquinas fotográficas e com o vento nos ouvidos, o primeiro-ministro ainda consegue ouvir o que lhe dizem.

14 setembro, 2007

01 setembro, 2007

os mandamentos do professor


Às 17.30h, em ponto, Marcelo Rebelo de Sousa iniciou a sua aula sobre aqueles que considerou serem os “10 Mandamentos em Democracia”.

Os alunos tomaram nota de cada “mandamento” que o professor ditava, e mantinham-se atentos às justificações de cada uma das máximas:

1- Acima de tudo, respeitar a pessoa humana na sua dignidade e diferença;
2- Promover uma cultura de vida;
3- Afirmar e garantir os direitos pessoais;
4- Cultivar o pluralismo ideológico e das organizações políticas e partidárias;
5- Afirmar o sufrágio universal secreto e verdadeiro bem como a divisão de poderes;
6 – Impedir que as desigualdades esvaziem ou subvertam os direitos, o pluralismo e o sufrágio;
7- Incentivar a participação orgânica e inorgânica das pessoas e suas instituições;
8- Juridificar os poderes de facto assegurando que o poder politico não seja esvaziado por esses poderes;
9- Salvaguardar a independência dos tribunais e o seu papel no controlo da constitucionalidade e da legalidade;
10- Ter a humildade de saber enfrentar os desafios temporais e espaciais, infra e supra estaduais, com espírito de constante revisão e recomeço.

Após a explicação do sentido de cada um dos “mandamentos”, os alunos colocaram um conjunto de perguntas, às quais Marcelo Rebelo de Sousa respondeu com boa disposição, e sem quaisquer rodeios.


Leitura complementar: os 10 mandamentos da universidade

31 julho, 2007

Tudo é relativo

O mais recente suponhamos da Via Láctea via NASA. Aqui se percebem as dificuldades de imaginar a nossa própria galáxia.

PS 1: É claro que o Zero de Conduta não se responsabiliza por possíveis erros induzidos por bebedeiras ou sabotagens por parte da NASA.
PS 2: Filipe não desesperes, as tuas malas estarão algures na imagem.

US Airways no espaço aéreo europeu, não à pala da minha mala


O pior de se perder as malas em viagem não está tanto em perdê-las, mas em conseguir recuperá-las. Em menos de 4 meses, é a terceira vez que me perdem as malas -- e nenhuma delas foi com a TAAG. A primeira mala desviada andou a passear por Detroit durante uma semana, cortesia da British Airways. As duas últimas, num espaço de semanas, foram com a US Airways, com sede em Filadélfia (e junto com Newark, a única cidade americana com ligação directa a Lisboa).

De todas as companhias, a US Airways desafia a compreensão. Já perdeu a bagagem de tropas americanas a caminho do Iraque (porventura concessionada pela Halliburton), ou os patins da patinadora olímpica Sasha Cohen (13 Março 2007). Ao pé deles, a notícia sobre a US Airways da Onion ("Confusão nas bagagens leva bomba suja para St Louis") parece quase inocente.

Mas a dificuldade em recuperar as malas diz muito do desconforto destas economias volantes (pois, o petroleo, mas tambem um regime de seguranca que vai tornar impossivel o transporte de certa carga por aviao). E porque menos compensações terão que largar quanto menos tiverem que ouvir clientes sem malas, as companhias aéreas decidiram acabar com todas as linhas telefónicas de atendimento ao público da bagagem perdida. Nem um call centerzito na Índia, nada. Um papagaio electrónico que repete o que já está na internet é o melhor que se arranja.

Para conseguir recuperar as malas, o importante, já percebi, é conseguir falar com alguém, passar das máquinas para uma voz que finja compreender o meu apelido. Cada um terá as suas técnicas. Aqui há uns tempos, apanhei o numero de telemovel do tipo que entregava malas reencontradas num bairro de Chicago e parti daí na busca de alguém com quem falar. Desta vez, parti pela linha de reservas internacionais (curiosamente com atendimento americano, ao contrário das chamadas para reservas domésticas, que vão parar a call center no estrangeiro). Para a próxima já sei que existe Get Human, uma espécie de dicionário lonely planet para a matrix.

E assim vai bem, o processo de recuperação. Hoje consegui falar com a Karen e a Felicia. Não me deram o seu numero de telefone, "for security reasons". Mas consegui saber que uma das malas foi encontrada. E horas mais tarde, parece que duas já vêm a caminho. Foram só 4 dias de t-shirts do Walgreens.

19 julho, 2007

Se nem eles se levam a sério...

O Grupo Parlamentar do PP esteve reunido hoje de manhã para decidir o nome do novo líder parlamentar. Às 13 horas, e ainda sem estar decidido o nome do novo líder, os deputados populares interromperam a reunião para almoçar. A "reflexão" segue dentro de momentos. De barriga cheia, pois claro.