Mostrar mensagens com a etiqueta Desinformação é poder. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Desinformação é poder. Mostrar todas as mensagens

09 janeiro, 2008

É só dar tempo ao tempo.

Já está a tomar forma o coro de vozes a defender nos jornais e na televisão a decisão governamental de não referendar o tratado de Lisboa, apesar de ser uma promessa que consta no programa de Governo e ter sido a posição assumida pelo actual primeiro-ministro na campanha eleitoral. Cá estaremos para ver quantos dias vão passar até que, a propósito de um qualquer episódio, as mesmas autorizadas vozes apareçam nos jornais e na televisão a referir o crescente afastamento entre a população e o sistema político, a falta de confiança nos partidos ou a reduzida participação eleitoral. Como se sabe o incumprimento de promessas não tem nada a ver com o descrédito da política e é um produto do acaso.

05 janeiro, 2008

Faltam onze meses para o Governo decidir quem é que fica com o novo canal televisivo

Fazendo uma festa com essa extraordinária proeza, o Governo garante que o aumento das pensões permite a manutenção do poder de compra a 1,6 milhões de reformados que vivem com menos de 400 euros por mês. Mais papista que o Papa, o Jornal de Notícias diz que "0 poder de compra perdido durante 2007 será, assim, compensado para 2,4 milhões de reformados".

19 dezembro, 2007

Spin para principiantes

Fazendo eco de um comunicado do Ministério do Ensino Superior, a quase totalidade dos jornais diz hoje que os “empréstimos da banca abrangem já 800 alunos”. “Já” é mesmo a palavra chave. Em Agosto, com a habitual pompa mediática, primeiro-ministro e ministro anunciaram um programa de empréstimos sem fiador para os alunos do ensino superior, anunciando que o programa deveria beneficiar 30 mil estudantes. Agora, que começam a surgir as críticas dos bancos, o governo congratula-se com a adesão de 800 estudantes, quase 40 vezes menos do que as metas apresentadas. “Já” dizem os jornais, referindo-se a um programa que, dois meses depois de terem começado as aulas, chega a menos de 0,3% do universo a que se destina.

É a isto que se chama uma gestão comunicacional perfeita. O primeiro-ministro anuncia a proposta com as televisões e rádio atrás. Um mês depois, quando a medida entra em vigor, os jornais fazem um dossier . Depois, perante o evidente desinteresse e confusão entre os destinatários, a avaliação do seu impacto vem numa nota de rodapé , e, mesmo essa, com o “dedo” do governo. “Já” são 800 em 350 000. Boa sorte. Tem tudo para ser um sucesso.

15 dezembro, 2007

Jornalismo de referência?












às vezes gostava de não ter de verificar a notícia duas vezes com a imprensa estrangeira. de vez em quando não me importava de confiar no que vem escrito. uma vez por outra gostava de ter a oportunidade de ler factos sem pensar em motivos ulteriores. para poder tirar as minhas próprias conclusões; manhosas, é certo, mas minhas. não era preciso ser sempre, só assim de vez em quando.

Jornalismo de referência? Dommage, não temos.

10 dezembro, 2007

mão suja, pena sabuja

Uma Europa com um líder que não foi eleito e uma constituição imposta sem votos usou a sua agenda democratizadora como cortina de fumo. Os soundbytes de Kadhafi e Mugabe -sempre à procura de um palco - fizeram o resto e proporcionaram a jornalistas, bloggers e activistas uma cobertura fácil da cimeira.

Neo-colonialismo versus dívidas do colonialismo, democratas versus ditadores, esqueletos no armário versus realpolitik. Histórias de fácil digestão que asseguraram, de uma maneira ou outra, a mensagem oficial de Lisboa: os direitos humanos no centro da nova parceria, abria o Público de ontem (p.2, sem link), assegurando que "Sócrates vence aposta da Presidência Portuguesa". Happy ending portanto apesar de todas as nuvens negras no horizonte do grande timoneiro. Ou não?

Tal como boa parte da imprensa mundial (basta googlar) e Ricardo Paes Mamede (aqui) e Pedro Sales (mesmo aqui) notam, em jogo nesta cimeira estavam os Acordos de Parceria Económica - leia-se, a liberalização de comércio e investimento entre os dois continentes - que vem substituir os acordos de Lomé e Cotonou. A sacrossanta governância foi apenas uma cortina de fumo que serviu para esconder o objectivo económico falhado.

E falhou devido à postura arrogante da Comissão Europeia. Falhou quando Peter Mandelson - outro grande democrata não eleito - ameaçou os países africanos com a subida unilateral de tarifas por parte da UE, falhou quando Barrasshole repetiu a mesma ameaça este fim de semana e já tinha falhado quando outro grande-democrata-comissário-não-eleito, Louis Michel teve de avisar:

"In the words of the EU's development commissioner, Louis Michel, Europeans must now clearly understand that Africa is no longer Europe's private hunting ground. " (aqui para BBC).

Da perspectiva de Bruxelas, a cimeira esteve sob o espectro da ameaça Chinesa na sua zona de caça, mas nenhum jornalista pareceu ter presente que seria importante entrevistar o observador Chinês na conferência. Ficaram-se pelo aplauso aos direitos humanos estarem no centro: não se sabe bem no centro do quê, mas no centro de qualquer das maneiras. E nem aí notaram a contradição de a Líbia ter assinado um acordo com a Secil - com o aceno mafioso de Kadhafi e do Governo Português- quando a tinta ainda não tinha secado nos dignos acordos de Lisboa.

Nada mudou no velho continente: a superioridade moral, a mão suja e a pena sabuja.

03 setembro, 2007

O Murdoch de Penafiel

PS: A ver também o trabalho de André Levy no Jangada de Pedra (saravá Samir!).

31 agosto, 2007

Dúvidas


Publicidade para o Renault Dauphine, anos 60, Brasil

Há só uma dúvida que me fica na cabeça. Quem estará a mentir: a publicidade brasileira dos anos 60, anunciando 16 quilómetros por litro ou a indústria automóvel actual, anunciando um admirável mundo novo no que diz respeito ao consumo de combustíveis? É que o Toyota Prius, referência global da solução eco-consciente para o novo milénio, faz uns estrondosos 17,5 km por litro.

Mesmo admitindo a falsidade de publicidade com 40 anos, o facto é que as estatísticas para os EUA mostram bem que de 1980 ao Prius não há um corte radical, mas uma lenta evolução: um automóvel novo nos EUA fazia em média 10 km/litro em 1980, 11 km/litro em 1990 e perto de 13 km/litro em 2000.

Ao mesmo tempo, e por estes dias, na Shell eco-marathon(sic) correm protótipos que chegam aos 3000 km por litro, ordens de magnitude de diferença. É certo que do protótipo à comercialização vai um grande passo, mas já podíamos começar a pôr os travões (metáfora rasteira, eu sei) ao imenso spin verde que envolve os actuais modelos comerciais 'amigos do ambiente'. Servirá para vender jornais da especialidade, preencher o vazio na televisão ou mesmo para massajar o ego do suposto consumidor consciente. Mas não venham com a conversa da 'nova mentalidade eco-responsável para um novo milénio'. É que com amigos como estes...

28 agosto, 2007

23 agosto, 2007

Quem é amigo, quem é?

Não foi preciso muito. Um dia depois de se conhecer que a Somague financiou o PSD à margem da lei, a edição de hoje do Público mostra como, um mês e meio depois desse providencial cheque, a Somague foi beneficiada por uma decisão do Governo PSD. Curiosamente, o responsável por essa decisão foi o secretário de Estado das Obras Públicas, Vieira de Castro, que era o responsável financeiro do PSD quando este partido enviou uma despesa de 233 mil euros para facturação na Somague.

Uma das primeiras decisões políticas anunciadas pelo então secretário de Estado das Obras Públicas, Vieira de Castro, foi a de pedir ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer jurídico para esclarecer "algumas dúvidas" relativas à concessão da auto-estrada Litoral Centro à Brisa. A Procuradoria considerou, passado poucos meses, que as “dúvidas” de Vieira de Casto não tinham cabimento, mas, entretanto, a Somague já tinha deixado de se lamentar da “posição dominante” da Brisa e tinha feito uma parceira com esta empresa, entrando desta forma na apetecível concessão da A17.

Ao contrário do que ontem tentava fazer crer o editorial do Diário de Notícias, o financiamento da Somague ao PSD não tem nada a ver com as sucessivas multas que os partidos recebem pelos erros administrativos e processuais nas suas contas. São condenáveis, claro, mas estão a léguas de ser uma “ilegalidade objectiva”. Uns dão multa decidida pelo TC, o segundo, à luz da lei actual, dá direito a pena de prisão e a pesadas coimas aos infractores. Misturar os dois casos é uma mistificação para desvalorizar o sucedido, como também o fez Pacheco Pereira, sempre tão atento e diligente para denunciar as mistificações e desvios da imprensa que não se coadunam com a sua agenda política.

21 agosto, 2007

Então, ilibamos? Ilibamos. Mas...condicionou? Condicionou.

"No entanto, um dos quatro conselheiros que assinam a deliberação, Luís Gonçalves da Silva, discordou, defendendo que “existem elementos probatórios no processo que revelam a prática por parte do primeiro-ministro (tanto através da sua própria intervenção, como do seu Gabinete) de actos condicionadores do exercício da actividade jornalística, relativamente ao jornal PÚBLICO e Rádio Renascença”."

A ler atentamente: o longo relatório da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, e em especial a declaração de voto de Luís Gonçalves da Silva no final do documento.

A ver também: a entrevista de Mário Crespo ao DN. "Protocensórios" é a palavra encontrada pelo jornalista para descrever a actual relação do Governo Português com os media.

Contas de Merceeiro

Possíveis agendas PSD para esta semana:

a) "Ilegalidades objectivas": violação da lei de financiamento dos partidos pelo PSD, no valor de 230 mil euros, indirectamente viciando o acto eleitoral autárquico de 2001. (ver também o post do Sales)

b) "Queixa crime", por parte de Fátima Oliveira contra o PSD no valor de 3996 euros e acusação de "manipular e censurar um acto eleitoral no partido"

c) "Destruição de menos de 1 hectare de milho", por parte de grupos de cidadãos que foram identificados pela GNR no local (e que portanto não deixarão de ser considerados culpados perante a lei, em tribunal); valor de 3900 euros. (ver post do Filipe)

Usar o megafone para c) e assobiar para o lado em a) e b) é só mais uma razão a juntar às muitas que fazem com que o PSD seja um partido em crise, pouco credível e pouco relevante para a discussão política em Portugal. E é pena, um partido Social Democrata a funcionar decentemente fazia falta em Portugal por estes dias. Se fica a este nível, mal por mal prefiro a rapaziada d´O Insurgente, que sempre tem mais entertainment value (as in Jerry Springer value).

18 agosto, 2007

técnicas de combate à grande conspiração de esquerda


O inevitável Daily Show e a preocupante "left-leaning,unfair, biased-media as part of a vast left-wing conspiracy".

A verdade da mentira

Sempre me pareceu completamente despropositado o destaque que ganhou a história da licenciatura de José Sócrates. Retrospectivamente, não há como olhar para o que aconteceu na primeira quinzena de Abril como não sendo o resultado da má gestão que o Governo fez do caso. Nunca liguei muito ao assunto, razão pela qual não deixa de ser totalmente irónico que, quatro meses passados, aqui esteja a escrever sobre um episódio absolutamente lateral sobre o que se passou nesses dias. Mas, depois de ver a lamentável reportagem de ontem da SIC - em tudo distinta da que passou à hora do almoço -, e onde só é dada voz ao gabinete do primeiro-ministro, dizendo que tudo o que o governo fez foi “repor a verdade, apagando um conjunto de calúnias”, vale a pena lembrar algumas coisas. Até porque, reparo agora, a tese é repetida hoje pelo JN, que titula que o ”Perfil de Sócrates na Wikipedia foi pirateado”, e onde o seu assessor de imprensa aparece a dizer que foram introduzidas "falsidades, mentiras e calúnias", que já foram retiradas. A "reposição da verdade" foi feita a partir do Governo.

Vale a pena, então, ver algumas das calúnias e falsidades que o governo apagou:

As médias de curso de José Sócrates. Ambas as notas estavam certas. É verdade que 12, que foi a média do curso no Instituto Superior de Engenharia de Coimbra, não é uma nota famosa, mas considerá-la uma calúnia demonstra pouco respeito dos assessores pelo passado académico do primeiro-ministro. Também não me parece muito cordial considerar os 14 valores na Independente uma falsidade. A Universidade Independente tem o valor que tem, mas daí até às suas notas serem uma falsidade...

Foi apagada a referência à Independente ser uma universidade privada. Esta aqui é mesmo estranha, até porque não há registos que o Governo alguma vez tenha pensado em nacionalizar a Universidade Independente. Era, e sempre foi uma instituição privada. Tudo bem, não tem propriamente o prestígio de Oxford, mas não fica nada bem aos funcionários do Governo terem vergonha da faculdade onde andou o PM, ao ponto de considerarem caluniosa a alusão ao seu estatuto jurídico. Preconceito social?

Foi apagada a alusão à “breve” passagem pelo ISEL. Todos temos que convir que não é muito comum um aluno concluir uma licenciatura passando por três instituições diferentes, concluindo, até, os dois últimos anos em estabelecimentos distintos. Mas, parece-me estranho, como o fizeram as fontes do governo à SIC e JN, considerar que é uma calúnia e falsidade lembrar a “briefly” passagem de um ano pelo ISEL. Não fica bem a um funcionário governamental fazer criticas veladas ao percurso académico do primeiro-ministro, mas compreende-se o excesso de zelo. Apesar do percurso ser totalmente legítimo, é capaz de não ser muito do agrado de grande parte dos pais que se têm que esforçar financeiramente para que os seus filhos acabem o curso sem poderem saltitar de instituição em instituição.

A dimensão que isto ganhou só prova que estamos mesmo na silly season, mas, mesmo assim, convém chamar as coisas pelos nomes. Pode haver referências caluniosas que tenham sido apagadas, mas não foram estas que o Vasco referiu. Compreende-se que tenham sido retiradas as alusões à vida privada. Apesar da maioria dos líderes políticos terem, na sua página da wikipedia, essas referências, a esfera privada diz respeito apenas ao próprio e aos que lhe são próximos. Nada a objectar a este respeito e, como o próprio Vasco reconhece, o exemplo de Luís Amado era dispensável e sem assunto.

Mas, curiosamente, as verdadeiras calúnias e falsidades, que o DN dá conta e que estavam na versão portuguesa da wikipedia que nunca para aqui foi chamada (como a data da morte do PM ou a alusão a ser construtor civil), não foram apagadas por alguém a partir de um computador do governo. Não, a preocupação governamental em “repor a verdade” foi cirúrgica e limitou-se a tudo o que tivesse a ver com a Universidade Independente, precisamente nos dias em que o currículo de José Sócrates sofria grande escrutínio mediático. Mas, o que se percebe deste caso, que não é um caso de censura mas de propaganda e contra-informação, é que houve um cuidado desmedido do Governo em apagar todas as referências ao caso Universidade Independente, para que a versão da Wikipedia batesse certo com o discurso oficial do gabinete do Primeiro-ministro, nesses conturbados primeiros dias de Abril.

Mas não pode o próprio alterar o seu perfil na wikipedia, leio em vários sítios? Claro que pode. Por mim até pode dizer que a Independente é a universidade mais prestigiada do país. Mas convinha que o gabinete do PM não reescrevesse o seu passado académico, fazendo-nos passar por tontos dizendo que está apagar falsidades. Começa-se na wikipedia, mas nunca se sabe onde é que esta constante obsessão em retocar o passado do primeiro-ministro nos leva.

ps 1: Compare-se o trabalho do SOL, onde são listadas as alterações e é dada a palavra ao assessor de José Sócrates, com o trabalho jornalístico da SIC onde só aparece a versão do último e nunca se referem as alterações. Sobre isto, não tenho mais nada a dizer e limito-me a recomendar esta excelente resposta, do vocalista dos Los Hermanos, sobre algum jornalismo que se lê e vê todos os dias. (Via Kontratempos)


ps 2: sobre o péssimo hábito da imprensa publicar notícias, que têm por base a blogosfera, sem citar a fonte (TSF) ou fazer um link (mesmo nas versões digitais) para permitir aos leitores lerem por si, sem a mediação jornalística, vale a pena ler este post no Marketing de Busca. Mas, como o demonstra o inacreditável anúncio de um dos maiores jornais brasileiros, o Estadão, alguma imprensa ainda parece ver a blogosfera como uns macaquinhos mentirosos e caluniadores.

15 agosto, 2007

Os longos braços da censura Socrática


"Politicamente só existe aquilo que o povo sabe que existe", disse Salazar, durante a inauguração do Secretariado de Propaganda Nacional, em 26 de Outubro de 1933.

Um estudante de doutoramento de Caltech acaba de lançar uma ferramenta de busca na Wikipédia que promete dar que falar. É só inserir o nome ou morada IP de uma organização e, voilá, temos o historial de alterações da Wikipedia submetidas por essa morada. (ver história da Wired ou o site aqui: se não der é porque meio mundo está a aceder ao site). A Wired lista já algumas das mudanças (onde as mudanças feitas pelo servidor da FOX News já estão a dar que falar) .

E então experimentei o seguinte: o sufixo do Governo Português .gov.pt (ver CEGER para uma listagem de gov.pt). Depois é ir aqui para ver qual a morada IP correspondente: neste caso, 193.47.185 (0 a 255, ocupam a banda de IP). Depois é só ir ao motor de busca para ver a máquina de contra-informação a funcionar.

Pelos dias em que rebentou o escândalo Sócrates-UNI (início de Abril de 2007), alguém (IP 193.47.185.124) apagou:

"Universidade Independente is presently (06-04-2007) under investigation on alleged irregularities on several matters. The Portuguese Prime Minister alleged university degree by this university is presently under a huge public discussion and media storm. A strong case is being build up against possible false declarations by José Sócrates on his university degree. Under heavy pressure, the Portuguese Prime Minister promised to clarify the situation..."

e apagou também o "briefly" em "he briefly attended the ''Instituto Superior de Engenharia de Lisboa'' .

A luta de posts e contraposts repete-se nos dias seguintes, onde se afiança que "He completed an MBA" e apaga a sua média de curso ("12 out of 20"), bem como a descrição da vida pessoal: "Sócrates, a father of two who is divorced, lives in Lisbon and is a registered elector of the municipality of Covilhã (central inland Portugal) where he lived throughout his childhood and teen years with his father, a divorced architect."

Já em Julho também acharam por bem apagar uma parte de biografia de Luís Amado: "He is married (separated, long time affair with an Executive member of the World Bank; Mrs.Sarah Cliffe) and has two children". Passou a " married and has two children".

Ficam aqui os resultados desta busca: José Sócrates versões 1,2,3,4 e Luís Amado 5

PS: A Wikipedia não estava a dormir. Aqui fica a acusação de "vandalismo" ao IP 193.47.185

User talk:193.47.185.124
From Wikipedia, the free encyclopedia
Jump to:
navigation, search

[edit] April 2007

Please do not delete content from articles on Wikipedia, as you did to José Sócrates. Your edits appear to be vandalism and have been reverted. If you would like to experiment, please use the sandbox. Thank you. MER-C 12:26, 9 April 2007 (UTC)

PS2: Ver aqui para os resultados de um reverse IP ao número 193.47.185.124 apontando para o CEGER, que gere a banda de IPs do Governo, de 0-255, correspondente aos sufixos .gov.pt. É seguir a seta ali junto à Calçada da Estrela.


No site do CEGER pode ler-se a sua missão:

"Por delegação do Primeiro-Ministro o Ceger funciona na Presidência do Conselho de Ministros, na directa dependência do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros. O Ceger dá suporte à Governação nos domínios das Tecnologias da Informação e Comunicação. Compete-lhe garantir a utilização mais eficaz das Tecnologias da Informação e comunicação, e particularmente da Internet, para criar melhor Governo."


Desinformar, portanto. "Por delegação do Primeiro-Ministro".

(screenshot da wikipedia com alterações registadas)
(screenshot com aviso de vandalismo)
(screenshot com alterações realizadas por IP do CEGER)