Not so fast
O Francisco Almeida Leite defende que, perante a crise de legitimidade resultante das eleições do PSD, a solução é “fechar aquilo e depois abrir de novo, com novas ideias, outras gentes e um programa mais ambicioso”. Como aconteceu em França, onde o RPR se "reconverteu e transfigurou" na UMP de Nicolas Sarkozy. A ideia pode parecer atraente, e até nem é nova, mas esbarra num pequeno problema que me parece que o Francisco não está a considerar devidamente. O sistema político português é praticamente inamovível. Nos últimos 30 anos, apenas surgiram dois novos partidos, o PRD e o Bloco, e o primeiro foi um fogacho. Manuel Monteiro, que no PP valia eleitoralmente o dobro de Paulo Portas, está condenado a resultados abaixo do 1% no PND. Já que falamos no PP vale a pena ver como, depois de prometer uma nova agenda e uma revisão programática, o partido continua dependente das velhas bandeiras de sempre: a segurança e a autoridade.
Ou muito me engano, ou ninguém vai sair do PSD para fazer um novo partido e refundar a direita. Os nomes anunciados pelo Francisco, à excepção de Rui Rio, ou não têm dimensão para liderar um partido ou estão mais interessados na sua vida profissional e empresarial. Não é por acaso. Grande parte dos “barões” do PSD já não precisa do seu partido para cumprir aquele que tem sido o seu papel histórico: agir como porta-voz dos interesses da classe empresarial e da elite económica nacional. Esse papel está, em grande parte, esgotado. O PS, com José Sócrates, invadiu o seu espaço ideológico e cumpre o seu programa. Não deixa de ser sintomático verificar que, hoje, é no espaço de iniciativas como o Compromisso Portugal e das associações empresariais que se mexe grande parte da elite laranja.
O PSD que nós vemos nesta desgraçada campanha é o PSD que existe. E não me parece que vá desaparecer para dar espaço a novos personagens, como acredita o Pedro Correia. Não há grande espaço para uma alternativa, a não ser a assumpção de um programa genuinamente liberal. Uma impossibilidade num país conservador, pobre e desigual como o nosso, como até Paulo Portas reconheceu depois de sair do governo e descobriu que "Portugal não é Chicago". O PSD vai seguir o seu caminho, entregue a actores secundários, enquanto não vislumbrar o tempo para tomar o poder (que deve demorar). O seu termo de comparação não é a refundação francesa, mas a travessia do deserto dos conservadores britânicos.

2 comments:
Eu tenho para mim que eles deviam ir recuperar o programa inicial de 1975 e ultrapassar o PS pela esquerda. Isso é que era...
希望大家都會非常非常幸福~
「朵朵小語‧優美的眷戀在這個世界上,最重要的一件事,就是好好愛自己。好好愛自己,你的眼睛才能看見天空的美麗,耳朵才能聽見山水的清音。好好愛自己,你才能體會所有美好的東西,所有的文字與音符才能像清泉一樣注入你的心靈。好好愛自己,你才有愛人的能力,也才有讓別人愛上你的魅力。而愛自己的第一步,就是切斷讓自己覺得黏膩的過去,以無沾無滯的輕快心情,大步走向前去。愛自己的第二步,則是隨時保持孩子般的好奇,願意接受未知的指引;也隨時可以拋卻不再需要的行囊,一路雲淡風輕。親愛的,你是天地之間獨一無二的旅人,在陽光與月光的交替之中瀟灑獨行.............................................................................................................
有時,你覺得痛。胃痛的時候,接受它,承認這個疼痛是你的身體的一部份,與它和平共處。心痛的時候,接受它,承認這個經驗是你的生命的一部份,與它和平共處。抗拒痛的存在,只會讓它更要證明它的存在,於是你就更痛。所以,.無論你有多麼不喜歡痛的感覺,還是要接納這個痛的事實。與你的痛站在同一邊,不逃避,不閃躲,不再與你的痛爭執,如此,你的痛才會漸漸不再胡鬧,才會乖乖平息下去。.................
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