06 dezembro, 2007

a lota continua


Não se arranja aí uma cisão para animar a malta?

11 comments:

Luís disse...

Referendo venezuelano: Uma autópsia e os seus resultados
por James Petras
As reformas constitucionais da Venezuela que apoiavam o projecto socialista do Presidente Chavez foram derrotadas pela mais estreita das margens: 1,4% de 9 milhões de votos. O resultado contudo foi severamente comprometido pelo facto de 45% do eleitorado ter-se abstido, o que significa que apenas 28% do mesmo votou contra as mudanças progressistas propostas pelo Presidente Chavez. Apesar de a votação ter sido um golpe na tentativa da Venezuela de desembaraçar-se da dependência do petróleo e do controle capitalista sobre os estratégicos sectores financeiro e produtivo, ela não altera a maioria de 80% no parlamento nem enfraquece as prerrogativas do ramo executivo. No entanto, a vitória marginal da direita proporciona uma aparência de poder, influência e força nos seus esforços para descarrilar as reformas sócio-económicas do Presidente Chavez e remover o seu governo e/ou forçá-lo a reconciliar-se com a velha elite dos intermediários do poder.

Já começaram as deliberações internas e os debates no interior do movimento chavista e entre os diferentes grupos de oposição. Um facto que certamente será sujeito a debate é porque mais de 3 milhões de eleitores que deram os seus votos a Chavez na eleição de 2006 (onde ele ganhou 63% dos votos) não votou no referendo. A direita apenas aumentou os seus resultados em 300 mil votos, ainda que assumindo que estes votos foram de votantes decepcionados com Chavez e não de activistas de extrema direita da classe média o que deixa mais de 2,7 milhões de votantes por Chavez que se abstiveram.

Diagnóstico da derrota

Sempre que a questão de uma transformação socialista é colocada no topo de uma agenda governamental, tal como fez Chavez nestas mudanças constitucionais, todas as forças da reacção de extrema direita e os seus seguidores ('progressistas') da classe média unem forças e esquecem a sua rivalidade partidária habitual. Os apoiantes e organizadores populares de Chavez enfrentavam um vasto conjunto de adversários cada um dos quais com poderosas alavancas de poder. Eles incluíam: 1) numerosas agências do governo americano (CIA, AID, NED e os responsáveis políticos da embaixada), suas 'activos' subcontratados (ONGs, recrutamento de estudantes e programas de doutrinação, editores de jornais e conselheiros de mass media), as multinacionais estado-unidenses e a Câmara de Comércio (a pagar por anúncios anti-referendo, propaganda e acção de rua); 2) as principais associações de negócios venezuelanas: FEDECAMARAS, Câmaras de Comércio e grossistas/retalhistas que despejaram milhões de dólares na campanha, encorajaram a fuga de capitais e promoveram o açambarcamento, fazendo com a actividade de mercado negro provocasse escassez de produtos alimentares básicos em mercados populares; 3) mais de 90% dos media privados empenharam-se numa incessante e virulenta campanha de propaganda constituída pelas mais grosseiras mentiras – incluindo estórias de que o governo tomaria crianças das suas famílias e confiná-las-ia em escolas controladas pelo Estado (os mass media dos EUA repetiram as mais escandalosas e viciosas mentiras – sem quaisquer excepções); 4) A totalidade da hierarquia católica, desde os cardeais até os párocos locais utilizaram as suas belas plataforma e homilias para propagandear contra as reformas constitucionais – ainda mais importante: vários bispos transformaram as suas igrejas em centros organizadores para a extrema direita muito violenta, o que resultou, num caso, na morte de um trabalhador petrolífero pro-Chavez que ignorou as suas barricadas de rua. Os líderes deste quarteto da contra-reforma foram capazes de comprar e atrair pequenos sectores da ala 'liberal' da delegação de Chavez no Congresso e ainda um par de governadores e presidentes de municipalidades, bem como vários ex-esquerdistas (alguns dos quais estiveram comprometidos em guerrilhas 40 anos atrás), ex-maoistas do grupo 'Bandeira Vermelha' e vários líderes sindicais e seitas trotzquistas. Um número substancial de académicos social-democratas (Edgar Lander, Heinz Dietrich) encontraram desculpas reles para opor-se às reformas igualitárias, proporcionando um brilho intelectual à raivosa propaganda da elite acerca das tendências 'ditatoriais' ou 'bonapartistas' de Chavez.

Esta coligação disparatada encabeçada pela elite venezuelana e pelo governo dos EUA confiou basicamente em martelar a mesma mensagem geral: A emenda da reeleição, o poder de suspender temporariamente certas medidas constitucionais em tempos de emergência nacional (como o golpe militar e os lockouts de 2002 e 2003), a nomeação executiva de administradores regionais e a transição para o socialismo democrático eram parte de uma conspiração para impor o 'comunismo cubano'. Propagandistas da extrema-direita e liberais tornaram a reforma da reeleição ilimitada (uma prática parlamentar por todo o mundo) numa 'captura do poder' por um tirano 'autoritário/totalitário/faminto de poder" de acordo com todos os media privados venezuelanos e os seus congéneres americanos da CBC, NBC, ABC, NPR, New York e Los Angeles Times, Washington Post. A emenda concedendo os poderes de emergência ao Presidente foi des-contextualizada da realidade do golpe militar-civil apoiado pelos EUA e do lockout de 2002-2003, do recrutamento e infiltração de grande quantidade de esquadrões da morte paramilitares colombianos (2005), do sequestro de um cidadãos venezuelano-colombiano pela política secreta colombiana (2004) no centro de Caracas e de apelos abertos a um golpe militar pelo ex-ministro da Defesa Baduel.

Cada sector da coligação de contra-reforma conduzida pela extrema direita focou grupos diversos e sobrepostos com diferentes apelos. Os EUA focaram o recrutamento e treinamento de estudantes para combates de rua, canalizando centenas de milhares de dólares através da AID e da NED para treinamento em 'organização da sociedade civil' e 'resolução de conflitos' (um toque de humor negro?) no mesmo estilo das experiências jugoslava/ucraniana/georgiana. Os EUA também disseminaram fundos entre os seus clientes de sempre – a quase defunta confederação sindical 'social democrata' – a CTV, os mass media e outros aliados da elite. A FEDECAMARA focou o sector das pequenas e médias empresas, profissionais bem pagos e consumidores da classe média. Os estudantes da extrema direita foram os detonadores da violência de rua e confrontaram estudantes de esquerda dentro e fora dos campuses. Os mass media e a Igreja Católica empenharam-se em mercadejar o medo para a massa da sua audiência. Os académicos social-democratas pregaram o 'NÃO' ou abstenção aos seus colegas progressistas e estudantes de esquerda. Os trotsquistas dividiram sectores sindicais com a sua palração acerca "Chavez, o Bonapartista" e as suas inclinações 'capitalistas' e 'imperialistas', incitaram estudantes treinados pelos EUA e partilharam a plataforma 'NÃO' com os patrões do sindicato CTV financiado pela CIA. Tais foram as não santas alianças na corrida ao voto.

No período pós-eleitoral esta instável coligação exibiu diferenças internas. O centro direita liderado pelo governador de Zulia, Rosales, clama por um novo encontro e diálogo com os ministros chavistas 'moderados'. A direita dura incorporada no ex-general Baduel (querido de sectores da pseudo-esquerda) exige pressionar a sua vantagem mais ainda até a remoção do presidente eleito e do Congresso porque, afirma ele, "eles ainda têm o poder para legislar reformas"! Assim são os nossos democratas! As seitas esquerdistas voltarão a citar os textos de Lenin e Trotsky (a rolarem nas suas sepulturas), a organizar greves por aumentos de salários... no novo contexto de ascensão do poder da extrema direita para o qual eles contribuíram.

(…)

Continue a ler este texto aqui:

http://www.tlaxcala.es/pp.asp?reference=4284&lg=en

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

A. Cabral disse...

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