24 janeiro, 2008

Pergunta quem paga


Das 2275 perguntas efectuadas aos candidatos presidenciais americanos nos cinco principais programas televisivos, apenas 24 estão relacionadas com as alterações climáticas.O aquecimento global apenas é referido por 3 vezes - tantas como as questões colocadas aos candidatos sobre ovnis e a vida noutros planetas! O balanço podia apenas ser revelador da forma como a imprensa se concentra cada vez mais em questões secundárias, o que é verdade, mas é bem mais revelador do que isso. Nos debates promovidos pela CNN/Youtube a omissão é total: as questões ambientais não existem. Uma lacuna que se compreende melhor quando se percebe que o principal patrocinador dos debates é o lobby das empresas de extracção de carvão. Tudo gente simpática que, no seu site, se orgulha de pretender gastar 35 milhões de dólares na campanha presidencial para melhorar a imagem pública das centrais eléctricas a carvão e apoiar os candidatos que se opõem a medidas legislativas para diminuir a emissão de CO2.

48 comments:

José M. Sousa disse...

Gostava de saber quem teve a infeliz ideia no Gabinete do Vereador Sá Fernandes ou no Bloco de convidar o Prof. Delgado Domingos para administrador da Lisboa E-nova. Segundo ele, a questão das alterações climáticas no que diz respeito à redução dos gases com efeito de estufa, particularmente o CO2, está a tornar-se uma questão ideológica (ver aqui), utilizada de forma oportunista por certos partidos ou movimentos políticos (estará ele a referir-se ao Bloco de Esquerda, afinal a moção da 5ª Convenção tem como um dos pontos fundamentais as Alterações Climáticas?); Além disso, o ilustre professor considera que o lobby associado a certas indústrias(desde o nuclear até às renováveis) está por detrás de tanto ruído pró-alterações climáticas, ao contrário do que mostram as evidências, como é exemplificado neste post!

Paulo Mouta disse...

É evidente que se trata de uma questão ideológica. Como odireito ao trabalho e uma questão ideológica. A questão não está aí mas sim em saber se é uma questão cientificamente comprovada. E aí temos um grande problema. É que na comunidade científica não existe uma unanimidade sobre esta tema como não existe noutros temas. É que corremos o risco de a cultura do medo estar a ser um trunfo de todas as ideologias. Uns propagam o medo do terrorismo e legitimam violências várias e quebras de direitos civis em seu nome. Outros defendem-se com o ambiente incutindo o espírito do medo de um amanhã sombio, de um desastre ecológico provocado pela ganancia capitalista. A verdade andará algures pelo meio mas ambos os discursos podem ser altamente prejudiciais à própria ideologia que os suporta. Temo que as esquerdas corram o risco de não serem levadas a sério justamente devido a estas posturas.

A propaganda é uma arma ao serviço de quem pode e sabe utilizar. É necessário percebermos qual a percentagem de verdade em todas estas mentiras baseadas na cultura do medo.

José M. Sousa disse...

Paulo Mouta

Está a confundir um ponto: a necessidade de reduzir as emissões de GEE em termos de CO2 equivalente não é ideologia, é facto, é físico-química atmosférica; a relação entre aumento de CO2 e aumento de temperatura está estabelecida cientificamente; tudo o resto é que é ruído; e os desastres fazem parte dos cenários futuros, como fizeram do passado; descartá-los com ligeireza é irresponsável

Apache disse...

“O aquecimento global apenas é referido por 3 vezes - tantas como as questões colocadas aos candidatos sobre óvnis e a vida noutros planetas!” Eu também não concordo, deviam ter sido colocadas mais questões sobre a existência de vida noutros planetas, ao fim e ao cabo, dos três “acontecimentos” é o único com probabilidade de existir.
“o principal patrocinador dos debates é o lobby das empresas de extracção de carvão”. Já o principal patrocinador das negociatas “verdes” do Al Gore é o lobby do petróleo e dos alumínios. São as guerrinhas do grande capital.
Caro José Sousa, a Física e a Química são ciências à margem destas disputas de iletrados, a evocação da ciência para justificar as nossas histórias da carochinha, só as desprestigia e faz com que os nossos alunos se desinteressem cada vez mais por elas, com graves consequências para o progresso da humanidade.
Quanto ao Professor Doutor Delgado Domingos, até foi bastante moderado na entrevista, caso contrário chamaria nomes feios a alguns cientistas que se vendem por tão pouco, levando os leigos a acreditar que há algo de científico nos disparates debitados pelos defensores do “global warming”.
Aqui fica uma pequena amostra do lobby a que o professor se referia…
A United States Climate Action Partnership (USCAP), cujo endereço na Net é: http://www.us-cap.org/
É uma das associações que suporta financeiramente a causa do “aquecimento global” e que em compensação tem lucrado biliões de dólares com o embuste, da qual fazem parte várias grandes multinacionais:
Alcan; Alcoa; American International Group; Boston Scientific Corporation; BP América; Caterpillar Chrysler; ConocoPhillips; Deere & Company; The Dow Chemical Company; Duke Energy; DuPont; Environmental Defense; Exelon Corporation; Ford Motor; FPL Group; General Electric; General Motors; Johnson & Johnson; Marsh; National Wildlife Federation; Natural Resources Defense Council; The Nature Conservancy; NRG Energy; Pepsi; Pew Center on Global Climate Change; PG&E Corporation; PNM Resources; Rio Tinto; Shell; Siemens; World Resources Institute; Xerox Corporation
Mas há muitas mais multinacionais que constituíram associações idênticas e a pressão que exercem sobre os governos e sobre o IPCC é enorme, têm pressa na venda do seu produto, antes que sejamos muitos a exigir (nem que seja só uma) prova científica daquilo que afirmam.

Ricardo disse...

Caro Pedro,

Parece-me evidente que a proporcionalidade entre as preocupações com OVNI e alterações climáticas prova que os americanos, cada vez mais, não vivem neste planelta.

Anónimo disse...

Caro Pedro,

Às vezes, os números não são suficientes para descrever a realidade. Basta ver o debate democrata de South Carolina, para perceber que existe, por parte de qualquer um dos três candidatos, uma vontade política em promover uma "green economy". Está lá, explicitamente na linguagem, embora não tenha sido formalmente perguntado.

João Caetano - http://goodnight-moon.net

cadeiradopoder disse...

Triste é também ouvir esses mesmos candidatos dizer que gostam de caçar patos, só para agradar ao lobby das armas. Há cada um!

José M. Sousa disse...

O ilustre Apache (já agora, porque razão não se identifica? tem receio de ser associado ao ridículo?) conhece certamente o conceito de Greenwashing, suponho?

Apache disse...

Porque não me identifico? Não é um comentário anónimo, caro José, ainda que o fosse, não me parece que pudesse ofender alguém, é uma opinião, mais ou menos válida que outras, dependendo da fundamentação.
Apache não é um nome (obviamente), mas quantas pessoas conhecemos que usam um “nick”, uma alcunha ou um pseudónimo?
Quem me garante que José M. Sousa é o seu verdadeiro nome? E quantos “José M. Sousa” haverá? E o que é que isso releva para o assunto em causa?
Não tenho receio de ser associado a ridicularidades. Quem nunca fez coisas ridículas?
Quanto à expressão “Greenwashing”, não a conhecia, mas penso que o nome diz tudo. Não se aplicará aos defensores da antropogenia do “global warming”?

José M. Sousa disse...

OK, perdoe-me o comentário ao "nickname".
A expressão "Greenwashing" é utilizada quando, por exemplo, as empresas utilizam o ambiente, sejam as alterações climáticas ou outros temas, para fazerem marketing comercial de forma pouco séria. Daí que não me surpreende rigorosamente nada que a ConocoPhillips ou a General Motors (sobre esta companhia ver aqui) façam parte da USCAP.
Os "defensores da antropogenia" das AC não são crentes de uma fé, baseiam-se em resultados de natureza científica:
href="http://royalsociety.org/displaypagedoc.asp?id=20742">"Declaração conjunta de 11 academias de ciência sobre a resposta global à alteração do clima"

José M. Sousa disse...

agora sim:

"Declaração conjunta de 11 academias de ciência sobre a resposta global à alteração do clima"

Paulo Mouta disse...

Certos sectores da economia estão obviamente a aproveitar-se das preocupações ecológicas para realizarem mais-valias com negócios supostamente "verdes". Estão a dar o exemplo aos políticos que promovem mais uma causa porque lhes faltam todas as outras.

Acredito plenamente que seja real a necessidade de resução de CO2, não tenho competências técnicas que me permitam dizer o contrário. Contudo é necessário ter em conta que a questão do aquecimento global está longe de ser consensual. Faz-me lembrar as questões relacionadas com economia. Ganha mais prémios aquele que se provar mais liberal através de teorias que vão a cada passo explicando e procurando aplicar remendos num sistema errado desde a sua base.

Infelizmente o ambiente é vítima da política e da economia. Não fosse assim e não estaríamos a discutir este assunto. Se é uma questão científica, se é um desastre prestes a acontecer confirmado e consensual não me parece que a atitude da comunidade científica seja a mais correcta. A investigação para alternativas aos combustíveis fósseis tem sido tudo menos célere. A indústria automóvel comporta-se como se tivesse mais informação do que aquela que nos é transmitida dando a imagem clara de que o petróleo está muito longe de se esgotar. Mais uma vez a verdade deve estar algures no meio dos dois discursos.

Foi aqui mencionado o caso do recém-ecologista por conveniência Al Gore. Não deixa de ser curioso, (e mais uma vez aqui se vê até que ponto isto é uma questão de política e economia) que este senhor esteja agora com um empenho gigantesco neste discurso que lhe está a render milhões quando não demonstrou o mesmo empenho a lutar por um lugar que era seu na presudência dos EUA. Se os factos estão relacionados, não sei, talvez seja um biólogo a investigar...

Paulo Mouta disse...

É claro que "presudência" é um cargo político que ainda está por inventar. Queria dizer mesmo "presidência"...

José M. Sousa disse...

Quanto ao consenso científico, não pode ter como referência o que lê nos jornais generalistas, mesmo que seja por pessoas autonomeadas especialistas. Só os artigos publicados em revistas com peer-review são válidos para a discussão científica propriamente dita. E aí vejamos então o seguinte:

16 academias de ciências de todo o mundo (as do comentário anterior e mais algumas):

THE SCIENCE OF CLIMATE CHANGE

e ainda mais especificamente, segundo a "Science":
The Scientific Consensus on Climate Change

Paulo Mouta disse...

Ok, então suponhamos que realmente existe um consenso científico quanto a esta questão. Todos sabemos que na ciência acontece o mesmo que em todas as outras coisas na vida. Se um fulano diz uma coisa contrária à maioria ou é maluquinho ou é ignorado. Se for mesmo maluquinho mas for de encontro à maioria está imediatamente catalogado na categoria de "normal". Muito se podia dizer sobre isto e sobre como muito sestudos científicos foram guandados na gaveta e os seus autores ridicularizados só por não dizerem o que é politicamente correcto. Convenhamos que o ambiente e a questão do aquecimento global em particular hoje são temas pliticamente correctos. Mas voltando à vaca fria, se assim é, e se existe tal consenso, perante uma questão tão óbvia onde estão os cientistas? Seria no mínimo razão para accionar todos os alarmes e para obrigar os políticos a mudar de atitude.

Não estamos a falar de consequências leves e passageiras mas antes de uma anunciada catástrofe. Onde está o botão de pânico? Não querem os cientistas viver mais anos ou que os seus descendentes possam viver para descobrir mais coisas para publicar nestas revistas científicas?

Ou porventura a ciência estará a tomar o único caminho racional para terminar com as alterações climáticas. Uma postura passiva reforça o discurso e acção dos políticos e em breve a catástrofe terminará com a humanidade. Uma medida inteligente ou mesmo brilhante.

José M. Sousa disse...

Os cientistas estão



href="http://www.columbia.edu/~jeh1/mailings/20080122_DearChancellor.pdf">aqui
, os políticos é que fazem orelhas moucas, porque o problema a sério, sério, só virá daqui a uns anos, quando eles já não estiveram no poder. As crianças de hoje não estão o ver o seu interesse defendido como mereciam, porque vão ser elas a sofrer com os erros de hoje, caso não invertemos o curso.

Mas em relação à dissidência em ciência. Deixa que lhe diga que, na realidade, as coisas têm-se passado ao contrário: foram precisos mais de 20 anos para a ciência das Alterções Climáticas se ir impondo, sem que haja sequer grande reacção política concreta a nível global ; as pressões sobre cientistas como, p. ex, o James Hansen estão

href"http://www.climatesciencewatch.org/index.php/csw/C20/">documentadas


Certamente não faltaria financiamento (nunca faltou)a projectos de investigação que desvalorizassem a gravidade das AC.
Atente, por exemplo nesta



href="http://image.guardian.co.uk/sys-files/Guardian/documents/2006/09/19/LettertoNick.pdf">carta
da Royal Society (Academia de Ciências do Reino Unido) à ExxonMobil, criticando a desinformação desta acerca das AC.

Note, no entanto, esta passagem:

"What is even more surprising about your documents´ lack of consistency with the IPCC's assessment is that one of ExxonMobil's employees, Haroon Kheshgi, was one of the contributing authors on Chapter 12."

Ou seja, a ExxonMobil, que tudo tem feito para lançar a confusão na opinião pública sobre as AC, tem ao seu dispor cientistas que concordam com as conclusões do IPCC porque é a sua credibilidade científica que está em causa, mesmo quando o patrão gostaria que ele dissesse o contrário; só que ciência não é magia e ele não inventá-la.

José M. Sousa disse...
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José M. Sousa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
José M. Sousa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Apache disse...

A culpabilidade humana no aquecimento da Terra, não é nada consensual, nem mesmo no seio do IPCC. De facto, não é sequer consensual que esta esteja (na globalidade) a aquecer. Mas é garantido (pela História) que já foi muito mais quente do que é actualmente. E isto, muito antes da era industrial.
Há cerca de 30 anos atrás, havia 7 mil estações meteorológicas usadas para calcular a temperatura média da Terra. Hoje em dia são apenas 1200, as utilizadas. (Porquê?) Além dos termómetros, são usados balões e satélites, ambos controlados por um grupo muito restrito de pessoas, ainda assim, indicaram aumentos médios de 0,17 ºC em cada uma das duas últimas décadas do século XX (aumentos inferiores aos medidos com termómetros), a que corresponde 0,017 ºC médios por ano, um valor inferior à margem de erro das suas sondas. De acordo com os dados fornecidos por estes, a partir de 1998 tem-se assistido a um arrefecimento do planeta.
O dióxido de carbono, um gás incolor, inodoro, não tóxico, e fundamental para a vida na Terra (sem ele não há plantas, nem algas marinhas e sem elas não há oxigénio), agora apontado como culpado pelo aquecimento global, foi também apontado à 30 anos atrás como um dos responsáveis pelo arrefecimento global que nos levaria a uma nova idade do gelo. Quando se fala da quantidade de dióxido de carbono, actualmente na atmosfera, o valor de referência são 382 ppm em volume (ppm = partes por milhão), medidos pelos americanos (da NOAA) em Mauna Loa (no Hawai), em cima do maior vulcão activo do mundo.
Um só vulcão, se entrar em erupção violenta (não é o caso de Mauna Loa), liberta mais dióxido de carbono num mês que toda a actividade humana num ano.
Considerando o efeito de estufa definido de acordo com a propaganda oficial (definição muito redutora da realidade e também ela, nada consensual), a água, é responsável por (pelo menos) 95% desse efeito, restando ao dióxido de carbono (e outros gases com efeito de estufa) menos de 5%. O dióxido de carbono, lançado para a atmosfera pelo Homem é, garantidamente, menos de um décimo do lançado pela natureza.
Um aquecimento do planeta, em 2 ou 3 ºC, tinha, como todas as mudanças, vantagens e inconvenientes, mas muito provavelmente o saldo seria bastante positivo.
Se queimasse-mos hoje, todo o carvão e todo o petróleo que é divulgado como existente no mundo, a Terra não aqueceria mais de 2 ºC e há muitos cientistas que falam em não mais que 0,8 ºC.
Porque se fazem previsões a 100 anos se a previsão meteorológica para daqui a 30 dias tem um grau de probabilidade de ocorrência de menos de 10%? E o petróleo, não vai acabar daqui a 30 ou 40 anos? (É o que nos “vendem”, se bem que também nos impingiram o mesmo nos anos 70.)

Mas nesta “história” há mais, muito mais…

José M. Sousa disse...

ò meu caro Apache, tenha paciência, o que está a dizer não é verdade; é totalmente consensual que está a aquecer!
ver GISS(Goddard Institute for Space Studies)/NASA e aqui

ou o Hadley Centre do Serviço Meteorológico Britânico um dos mais avançados do mundo;
«Over the previous seven years, the Met Office forecast of annual global temperature has proved remarkably accurate, with a mean forecast error size of just 0.06 °C.»


Já nem os negacionistas mais empedernidos que tentam salvar a face se atrevem a negar tal coisa; gostava de saber em que se baseia para fazer tais afirmações;
Muito humildemente, sugeria que lesse alguns comentários anteriores sobre esses tais "cientistas" que você invoca.
É curioso que insista na teoria da conspiração, quando na realidade as pressões têm existido exactamente no sentido contrário: para além do que já indiquei atrás, ver também aqui

Para melhor consulta, por ordem, os links que não ficarem bem em comentário anterior:

Carta à Chanceler Merkel


Censur a sobre a ciência

carta da Royal Society à ExxonMobil

José M. Sousa disse...

Quanto ao petróleo, sugiro que dê uma olhadela pelo meu blogue, faça os comentários que entender e terei todo o gosto em trocar impressões. Para já pode ir dando uma olhadela sobre uma recente admissão da SHELL em relação à produção de petróleo ver


href="http://climateprogress.org/2008/01/25/royal-dutch-shell-conventional-peak-oil-7-years/">
aqui

José M. Sousa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
José M. Sousa disse...

Shell: Conventional oil peaks within 7 years

José M. Sousa disse...

Apache:

Não confunda "tempo" com "clima"; a natureza da previsão sobre "clima" é diferente sobre a de "tempo meteorológico"

José M. Sousa disse...

«O dióxido de carbono, lançado para a atmosfera pelo Homem é, garantidamente, menos de um décimo do lançado pela natureza.»

Se as suas referências são o """documentário"""


"The Great Global Warming Swindle"


, eles foram obrigados a retirar, entre outras coisas, a afirmação de que os vulcões contribuíam com mais CO2e do que as actividades humanas, por ser manifestamente falsa; alías foi apresentada queixa contra o produtor às autoridades por distorção dos factos científicos: ver


href="http://www.climateofdenial.net/?q=node/3">aqui



«Claim: Volcanoes produce far more carbon dioxide than human activities, so anthropogenic greenhouse gases cannot be having a significant effect on global average temperature.

Misrepresentation: The programme’s claim that volcanoes produce more carbon dioxide than human activities is simply untrue. It is difficult to know on what this claim is based as the programme did not cite a source. However, a paper by Nils-Axel Morner and Giuseppe Etiope, published in the journal ‘Global and Planetary Change’ in 2002, estimated that the lower limit for global subaerial volcanic degassing of carbon dioxide is 300 million tonnes per year. By comparison, Gregg Marland and colleagues at the Carbon Dioxide Information Center, Oak Ridge laboratory, estimated that 26,778 million tonnes of carbon dioxide were emitted by human use of fossil fuels in 2003. Therefore although Morner and Etiope described their estimate of carbon dioxide emissions from volcanoes as “conservative”, it is less than 2 per cent of the annual emissions of carbon dioxide from human use of fossil fuels.

Clearly the programme misrepresented the scientific evidence about the volumes of carbon dioxide that are released into the atmosphere by different sources.»

De quaquer modo, a Natureza poderá vir a libertar muito mais CO2e em consequência das "emissões humanas" por efeito de retroacção positiva ("feedback")

carta aberta ao produtor do filme por 37 signatários

José M. Sousa disse...

Mais esta referência, já agora (bastante curta, vale a pena ler):


http://royalsociety.org/news.asp?id=6089


The Royal Society’s response to the documentary "The Great Global Warming Swindle"

9 Mar 2007

In response to the documentary The Great Global Warming Swindle', screened on Channel 4 on Thursday 8 March, Martin Rees, President of the Royal Society, said:

"Global temperature is increasing. This warming threatens the future health and wellbeing of many millions of people throughout the world. This is especially true of those in the developing countries who are the least able to adapt and who are likely to be the worst affected. Many factors play a part in global warming but there is significant scientific evidence that greenhouse gas emissions, particularly CO2, are responsible for most of the temperature rise. If present trends continue the projected climate change will be far greater than that already experienced. Greenhouse gas emissions are something that we can and must take action on.

"Scientists will continue to monitor the global climate and the factors which influence it. It is important that all legitimate potential scientific explanations continue to be considered and investigated. Debate will continue, and the Royal Society has just hosted a two day discussion meeting attended by over 300 scientists, but it must not be at the expense of action. Those who promote fringe scientific views but ignore the weight of evidence are playing a dangerous game. They run the risk of diverting attention from what we can do to ensure the world's population has the best possible future."

lacto bacillus disse...

Caro APACHE,

nem ao nickname faz justiça.

Esses também qd viram o homem branco foram na no diálogo e da paciência. O problema é que o homem civilizado estava com olho no negócio!

"não é consensual"; essa tb está boa. O senhor? conhece alguma ideia consensual? Também já houve ideias mais ou menos generalizadas que depois foi o que se viu: exemplo - a terra é o centro do universo. Veja, se realmente lhe interessa discutir o tema com alguma seriedade, quem apoia o quê. Quem diz que não há ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS ou são pagos por empresas que manifestamente têm interesse em manter as coisas como estão ou então (tirando uma ou outra excepção honrosa) são cientistas com reputação duvidosa.

Se não tem qualquer interesse no assunto que não o uso da sua cidadania, então só lhe critico a presunção da razão / certeza com que parece responder aos vários argumento que aqui foram sendo expostos. Se por acaso tem interesses nas áreas comerciais envolvidas na questão, então estamos conversados.

O APACHE podia fazer o seguinte exercício, se não for abuso da minha parte: a serem verdade os dados que apontam para as ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS, então teríamos que modificar muito o comportamento e mesmo as mentalidades de todas as pessoas e, com isso haveria certamente algumas alterações de ordem económica com as respectivas consequências a nivel social. Ora e quais seriam as áreas de negócio em que teria de se "mexer um pouco" - Eu faço-lhe o desenho: indústrias petrolífera, carvão, automóvel... Acha mesmo que estas vão ficar quietas e submissas? Para estes se houver alterações climáticas (aquecimento ou arrefecimento) isso até pode representar o que eles (e o senhor tb parece beber desse oportunismo) chamam de janela de oportunidade. Repare que já hoje a resolução do problema passa por eles. O melhor é pedir-lhes com jeitinho! Não vão ser eles que vão sofrer na pele as alterações. Eles têm casas em todo o mundo... "se aquecer aqui eu vou para ali... se arrefecer ali eu vou para aqui".

Gostava de ver era mais carácter e responsabilidade. Se não é verdade o que se diz, então que o provem... não deve ser difícil, a avaliar pela facilidade com que se faz acreditar as pessoas em tudo... Pelo bem estar dos nossos filhos temos que ser mais SÉRIOS.

faço votos de esperança na verdadeira natureza humana, que acredito que seja tendencialmente boa.

Afronauta disse...

Caro "Zero de conduta"

Seria petulância minha perguntar como colocou no rodapé do blog os marcadores de mensagens? Algum código html ou apenas uma funcionalidade do Blogspot?
Obrigado pela resposta, mesmo que seja um simples silêncio.

Apache disse...

Caro José, em relação ao pico petrolífero, a discussão não é fácil, uma vez que os dados reais nos são omissos. No entanto, se já consumimos metade do petróleo do planeta, então a outra metade faria subir a temperatura tanto com esta metade, ou seja 0,5 ou 0,6 ºC.
O nome que citou como figura central da argumentação James Earl Hansen é o presidente do GISS, que é o organismo mais alarmista, nesta questão do “global warming” ou “climate Change” como preferir e que é o responsável pelo cálculo da temperatura média global, com base nas tais 1200 estações, espalhadas pelo planeta (repito, espalhadas e não uniformemente distribuidas). Mas note que não estou a por em causa os valores lidos, antes, o modo como foram obtidos, nomeadamente: porque foram escolhidas aquelas estações e não outras, o local (dentro de cada estação) onde foram colocados os termómetros e os materiais que os circundam. Os dados fornecidos pelos satélites, nomeadamente o RSS o UKMET e o Satélite da Universidade do Alabama, apontam também para um aquecimento nas últimas décadas do século XX, mas como já referi, muito mais modesto. Mas mesmo o cenário mais catastrófico do GISS “apenas” corresponde ao menos alarmista dos três proposto pelo IPCC.
No entanto, admitamos que existe um aquecimento global, então, ele é provocado essencialmente pelo vapor de água, bastava que na atmosfera existisse tanta água como dióxido de carbono e esta já contribuiria várias vezes mais para o aquecimento da atmosfera que o CO2 (basta olhar para os espectros de absorção dos dois gases), mas existe na atmosfera 50 vezes mais água que dióxido de carbono. E estou a dar “de borla” o aquecimento provocado pelo oxigénio, segundo gás mais abundante da atmosfera, 500 vezes mais abundante que o CO2, só para não entrar em discussões demasiado técnicas.
Reconheço que não é fácil medir a quantidade de CO2 expelido por um vulcão mas é seguramente uma quantidade colossal, no entanto, muito maior ainda é a quantidade emitida (ou absorvida, conforme as condições climatéricas) pelo mar. E de forma natural, ainda temos as emissões de todos os animais da terra, as emissões dos pântanos, as dos poços de gás natural (ainda que não sejam explorados) e as das folhas e árvores mortas das florestas. O contributo humano para as emissões de CO2 é, de facto, muito pequeno. O dióxido de carbono é mais pesado que o ar, as nossas chaminés industriais têm apenas algumas dezenas de metros de altura, o CO2 sai delas, arrefece e cai, depositando-se junto ao solo. Se ele influencia o clima, que se decide na média e na alta troposfera, entre os 3 e os 10 km de altitude, então ele só pode existir por lá se for lançado pelos vulcões.

Quanto ao Lacto Bcillus, só disse que não era consensual, porque muitos (sobretudo adeptos da antropogenia do aquecimento global) usam a ideia de consensual como sinónimo de irrefutável, não que em ciência a consensualidade sirva para algo, como disse Einstein, até podia ser só um, tinha era que provar (por métodos científicos) que tinha razão e até agora ninguém o conseguiu.
Em relação aos pagamentos das empresas, não leu o meu comentário acima, as petrolíferas estão a gastar fortunas na propaganda do “global warming”, o contrário, que eu saiba, foi apenas tentado pela Exxon e já mudou de rumo à muito tempo. Esta questão do aquecimento global antropogénico é muito lucrativa, porque a maior parte das bioenergias que nos propõem consomem imenso petróleo na sua produção e como as petrolíferas também detém o monopólio das bioenergias, a troca de combustíveis fósseis por biocombustíveis conduz a lucros em duplicado.
“Gostava de ver era mais carácter e responsabilidade. Se não é verdade o que se diz, então que o provem.” É ao contrário, o ónus da prova está em que faz a afirmação. É quem inventou a teoria do aquecimento global antropogénico que tem de provar que é verdadeira, uma vez que ela viola as leis da Física e da Química, tal como as conhecemos.
“Pelo bem-estar dos nossos filhos temos que ser mais SÉRIOS.” Subscrevo!
Já agora, aproveito para deixar também a quem interessar, alguns links (poucos para não maçar) do outro lado da “barricada”.
http://www.climateaudit.org/ de Steve McIntyre- o homem que denuciou (em conjunto com Ross McKitrick) a falsificação de Michael Mann do famoso gráfico conhecido por «hockey stick», de que Al Gore tanto gostava e que no seu blogue tem denunciado, uma a uma, as aldrabices de Hansen.
http://www.oism.org/pproject/ é conhecida como a Petição do Oregon e reuniu as assinaturas de mais de 19 000 cientistas americanos.
http://www.nationalpost.com/news/story.html?id=164002 É uma carta aberta ao Secretário-Geral das nações Unidas com cópia aos Chefes de Estado dos países signatários do acordo de Bali (a 13 de Dezembro passado), está assinado por 100 destacados nomes da cientistas de várias áreas e nacionalidade, entre eles, alguns colaboradores do IPCC e alguns dos maiores climatologistas do mundo.

José M. Sousa disse...

«só para não entrar em discussões demasiado técnicas.»

Caro Apache, não sei qual é a sua formação, nem isso é muito relevante, visto que eu também não sou especialista. No entanto, sei reconhecer erros crassos.
De qualquer modo, recomendo-lhe vivamente que se actualize ou volte a estudar estas matérias, partindo de uma posição de humildade. Afinal, suponho que você não submete "papers" à discussão da comunidade científica nem conhece em pormenor o que faz ou deixa de fazer, por exemplo, o GISS.
De qualquer maneira, pode discutir as questões técnicas com o James Hansen , aqui tem o e-mail dele: jhansen@giss.nasa.gov ou com cientistas no activo no sítio
href="http://www.realclimate.org">RealClimate
, comentando os seus posts e lendo as suas respostas.
Mas quanto ao vapor de água e outras questões técnicas disse tremendos disparates! Já não tenho paciência para lhe dar as referências. Mas encontra-as facilmente na categoria "Greenhouse Gases" no RealClimate.
Mas, já percebi que é escusado. Quando não se tem a noção do ridículo, não há nada a fazer.
De qualquer modo: http://www.salon.com/news/feature/2007/12/12/ipcc_report/

Paulo Mouta disse...

Trata-se de mais uma discussão infritífera. Quanto a mim, e fazendo um pequeno trocadilho, não me aquece nem me arrefece. É pena que os plíticos estejam muito longe de tomarem medidas nem que seja para entendermos qual dos dois lados das grandes mentiras é mais verdadeiro. Se o mundo se tornar insuportável e insustentável por causa de alterações climáticas, por certo não o será mais do que deveria ser ao termos tanta opulência em convívio e em contraste com tanta miséria. Quem não se interessou até agora pela humanidade que vive da desumanidade também não tem motivos para se preocupar com a extinção dessas duas faces da mesma moeda.

José M. Sousa disse...

'Humanity's very survival' is at risk, says UN:

http://www.timesonline.co.uk/tol/news/uk/science/article2739926.ece

Apache disse...

“Mas quanto ao vapor de água e outras questões técnicas disse tremendos disparates!”
Ora essa… Não me diga que todos os espectrofotómetros do mundo avariaram. Acho que o José não percebeu, não lhe dei a minha opinião nem construi nenhuma teoria, apresentei factos.
É impressão minha ou em todo o texto que escrevi, não rebateu com dados concretos, nenhuma das afirmações?
Já agora… Quando se queima petróleo, ou algum dos seus derivados, liberta-se (aproximadamente igual quantidade química de dióxido de carbono e de água (até uma criança do 8º ou do 9º ano, sabe isto). Consegue explicar-me porque é que não nos tentam convencer que esta água está a contribuir para o aquecimento do planeta?
O mail do Hansen? Primeiro, aqui (como certamente aí) trabalha-se honestamente para ganhar o pão, que eu não tenho uma dúzia de petrolíferas a encher-me o bolso para debitar um chorrilho de asneiras. Depois, o que o leva a crer que ele está interessado em discutir cientificamente o assunto? Tem-se recusado sistematicamente a apresentar dados que justifiquem as suas conclusões anedóticas (violando a ética científica) e da única vez que o não fez foi obrigado a reconhecer que 1998 não foi o ano mais quente do século XX nos Estados Unidos (mesmo considerando as temperaturas do GISS). Acha que o “artista” deu alguma importância às 19 mil assinaturas na Petição do Oregon? Não creio. O artista não se vende por necessidade, apenas pelo gozo.
“De qualquer modo, recomendo-lhe vivamente que se actualize ou volte a estudar estas matérias, partindo de uma posição de humildade.” Gosto da sugestão e devolvo-lhe o conselho, ou melhor, sugiro que o faça, mas ouvindo os dois lados e pensando pela sua cabeça.
“Mas, já percebi que é escusado. Quando não se tem a noção do ridículo, não há nada a fazer.” Isto é para mim ou para os doutos do “Real Climate”?
Bom domingo, e não se culpe muito por respirar, mesmo que o dióxido de carbono provocasse significativo efeito de estufa, as vantagens que daí adviriam para a humanidade seriam maiores que os prejuízos.

José M. Sousa disse...

«Presunção e água benta, cada qual toma a que quer: Cada um elogia-se a si mesmo sem medida»

American Association for the Advancement of Science,the world's largest general scientific society, with nearly 120,000 individual and institutional members in 2007, and publisher of the well-known scientific journal Science: Next month, our nation’s top climate scientist is receiving the Award for Scientific Freedom and Responsibility (http://www.aaas.org/aboutaaas/awards/freedom/index.shtml)

Quanto a vapor de água, CO2, acidificação dos oceanos, conteste directamente (eles têm caixa de comentários) os autores destas frases (vai ver que ainda ganha o Nobel):

«(c) Water vapor doesn't overwhelm the effects of CO2 because there's little water vapor in the high, cold regions from which infrared escapes, and at the low pressures there water vapor absorption is like a leaky sieve, which would let a lot more radiation through were it not for CO2, and (d) These issues were satisfactorily addressed by physicists 50 years ago, and the necessary physics is included in all climate models.» in http://www.realclimate.org/index.php/archives/2007/06/a-saturated-gassy-argument/langswitch_lang/en

Acidificação dos oceanos:

http://climateprogress.org/2007/10/17/ocean-acidification-warning/

«an easy-to-understand explanation for why increasing CO2 is a significant problem without relying on climate models»:
http://www.realclimate.org/index.php/archives/2007/08/the-co2-problem-in-6-easy-steps/

José M. Sousa disse...

Ah, esqueci-me de lhe dizer que as referências que dá contra James Hansen, que é um funcionário público, são de pessoas ligadas, curiosamente, à indústria mineira (Steve McIntyre) ou, depois de se reformarem, às tabaqueiras (Frederick Seitz, que apesar de ter sido presidente da Academia de Ciências dos EUA, tem 96 anos e reformou-se em 1979!)
Como sabe, passaram-se 29 anos e a ciência evoluiu muito daí para cá!
Frederik Seitz foi quem disse que o fumo passivo não representava problema nenhum!:
http://en.wikipedia.org/wiki/Frederick_Seitz
http://tobaccocontrol.bmj.com/cgi/content/abstract/10/4/375

Estamos conversados sobre as suas referências científicas!

José M. Sousa disse...

o prémio da AAAS, claro, é para James Hansen! ficou por dizer...

José M. Sousa disse...

No entanto, tem razão quanto a Steve McIntyre ter detectado um erro nas temperaturas nos EUA, que foi reconhecida e corrigida pelo GISS. No entanto, é um erro totalmnte irrelevante para a discussão sobre as AC:
http://www.realclimate.org/index.php/archives/2007/08/1934-and-all-that/
http://climateprogress.org/2007/08/16/must-read-from-hansen-stop-the-madness-about-the-tiny-revision-in-nasas-temperature-data/
http://www.columbia.edu/~jeh1/distro_LightUpstairs_70810.pdf

Steve McIntyre está também ligado ao George C. Marshall Institute http://en.wikipedia.org/wiki/George_C._Marshall_Institute , que, nomeadamente:

«"There is a sufficient basis for action because the climate change risk is real," [2] it is strongly associated with attempts to emphasize scientific uncertainty about global warming, and to prevent regulatory action on global warming»

Apache disse...

Bom, quanto a prémios, Al Gore ganhou o Nobel da Paz, juntou-se a Kissinger e outros “artistas”…
Quanto ao CO2 provocar a acidificação da água do mar, tem razão. Compensa a basicidade provocada por várias outras substâncias, por exemplo, a maioria dos sais minerais. A natureza é feita de equilíbrios e a questão é saber se o homem está ou não a influir nela, perturbando irreversivelmente esses equilíbrios. É aqui que nós discordamos.
Não faço a mínima ideia para quem trabalha o Steve McIntyre, mas quanto a empresas mineiras há muitas a patrocinarem a teoria do aquecimento global antropogénico, mesmo excluindo da acção mineira, as petrolíferas e a industria química (leve), encontramos gigantes como, a Alcan, a Alcoa, a Pechiney, ou a Rio Tinto. Portanto isso diz bem da honestidade da pessoa em causa. (Suponho eu, que não conheço o senhor de lado nenhum, apenas tenho acompanhado o seu trabalho, nesta matéria.)

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